
POUCO MAIS DA METADE INVESTE TODOS OS MESES
Investir é como construir um edifício tijolo por tijolo, desde a fundação, o que exige foco, disciplina e resiliência para esperar o montante crescer. Pode parecer difícil, no começo, mas há mecanismos capazes de auxiliar nesse processo, como os aportes realizados de forma programada e automática, por exemplo.
Assim, ao invés de assumir o compromisso de separar e destinar valores a cada mês, o investidor sabe que não haverá falhas ou esquecimentos. Mesmo que sejam quantias pequenas, o efeito virá do acúmulo e da concentração de recursos, à medida que o tempo passa.
A pesquisa indica que pouco mais da metade daqueles que investem faz isso todos os meses (53,7%, aumentando para 62,1% na Classe A/B), enquanto 22,8% investem a cada 2 ou 3 meses (aumentando para 27,9% na Classe C/D/E) e 16,2% não têm frequência definida (aumentando para 20,6% entre as mulheres). Em média, os investidores fazem 9,2 aportes de investimento por ano.
Considerando as diversas modalidades investigadas na pesquisa, as razões que levam às escolhas dos investidores brasileiros envolvem aspectos como liquidez, a segurança de ser auxiliado por um profissional e a possibilidade de obter retorno significativo, dentre outros.
Assim, por exemplo, as justificativas para optar pela caderneta de poupança passam pela facilidade de sacar/ resgatar o dinheiro quando necessário (55,6%) e o fato de ser uma opção mais familiar / conhecida (31,8%).
No caso da Previdência Privada, por sua vez, pesam a indicação do gerente do banco ou outros profissionais de investimento (49,7%) e a facilidade de sacar / resgatar o dinheiro quando necessário (19,2%), enquanto a escolha dos Fundos de Investimento passa pela indicação do gerente do banco ou outros profissionais de investimento (51,6%) e pela possibilidade de poder ganhar mais / ter alto retorno financeiro, mesmo correndo um pouco mais de riscos (31,3%).
Para aqueles que decidem investir no Tesouro Direto, as justificativas envolvem a facilidade de sacar/resgatar o dinheiro quando necessário (40,0%) e a pesquisa feita em sites especializados ou sites de notícias na internet (35,5%), ao passo em que os investidores do CDB escolhem esta modalidade em virtude da indicação de profissionais (51,4%) e devido à facilidade de sacar o dinheiro quando necessário (28,7%). Finalmente, quem opta pelas Ações da Bolsa de Valores garante que a escolha se deve, principalmente, à possibilidade de ganhar mais / ter alto retorno financeiro, mesmo correndo riscos (55,2%) e à indicação de profissionais (28,9%).
“A escolha da melhor modalidade resulta de uma análise cuidadosa que precisa ser feita pelo investidor. Se o objetivo é guardar dinheiro para emergências, ou seja, se a pessoa precisar acessar a quantia rapidamente e sem burocracia, as opções certas serão aquelas que oferecerem mais liquidez, com facilidade para sacar a qualquer momento. Mas se a meta é guardar e acumular recursos pensando no futuro, então o ideal é buscar a maior rentabilidade possível. Outro aspecto a considerar é a margem de risco a que o investidor está disposto a se submeter. O mercado de ações na Bolsa, por exemplo, pode ser muito atraente, mas se a pessoa for do tipo mais conservador, não lidará bem com as oscilações que são frequentes nessa opção deinvestimento. Em qualquer desses casos, é importante manter-se atualizados sobre as taxas de administração cobradas e a rentabilidade. Se houver alguma alteração nesse sentido, o investimento pode passar a ser desfavorável, então é preciso ficar atento”. - destaca Marcela Kawauti.
Sete em cada dez consumidores que possuem reserva financeira aplicada em alguma modalidade investem diretamente na agência bancária (69,6%), enquanto 36,1% utilizam o computador / desktop (aumentando para 43,0% entre os homens) e 28% se valem de aplicativos de celular (aumentando para 38,3% entre os mais jovens). No momento de realizar o investimento, 59,9% o fazem sozinhos, via internet banking ou agência bancária (aumentando para 67,8% na Classe A/B), ao passo em que 25,0% investem com ajuda do gerente do banco e 15,1% fazem aplicações programadas automáticas.
Pode ser desafiador para alguém que é leigo no assunto encontrar a melhor opção e dar início a uma carteira de investimentos, mas, como em tantas outras áreas, a tecnologia pode favorecer.
Existem empresas especializadas que operam com softwares de inteligência artificial capazes de montar portfólios de acordo com o perfil e necessidades do investidor.
No entanto, esse ainda é um mercado desconhecido para a grande maioria dos investidores: somente uma minoria conhece empresas especializadas na gestão de investimentos que monitoram o desempenho da carteira com recursos tecnológicos automatizados: 13,2%, aumentando para 18,4% na Classe A/B. Quando questionados se poderiam contratar uma empresa desse tipo, praticamente seis em cada dez disseram que não (57,7%), sobretudo por que não se sentem seguros a respeito.
Por outro lado, 42,3% disseram que sim, principalmente por que poderiam ganhar mais dinheiro (18,6%, aumentando para 23,6% entre os homens) e por que não precisariam mais se preocupar com a gestão do investimento (14,4%).
Fonte: Investidor

Comentários
Postar um comentário