
As categorias de registro
O primeiro passo para começar a registrar as receitas e despesas é definir as chamadas categorias de registro. Além de facilitar o controle, organizar os lançamentos por categorias ajuda no preenchimento, na consolidação e na análise do fluxo de caixa e do orçamento doméstico, temas dos próximos tópicos.
As categorias representam os diferentes tipos de receitas e gastos que uma família pode ter. Podem ser classificadas em: categorias de receitas; categorias de reservas financeiras; categorias de despesas gerais; e categorias de empréstimos e financiamentos.
Conceito: categorias de registro, e as subcategorias, representam os diferentes tipos de receitas e despesas de uma família, que são definidas de acordo com as particularidades e necessidades de cada família.
Categorias de Receitas
Representam todas as entradas de dinheiro ocorridas durante o período, como o salário, benefícios, férias, 13º salário e quaisquer rendas extras. Quando aplicável, deve-se considerar também receitas em atividades empresariais ou investimentos, como a participação em lucros, juros recebidos, aluguéis de imóveis entre outras. A tabela abaixo apresenta um modelo exemplificativo.
Salário; 13º salário; Férias ; Renda extra ; Renda de Investimentos Aluguéis
Categorias de Reservas Financeiras
Representam as saídas de caixa do período que são direcionadas para aplicações financeiras. Como exemplo, podemos citar reservas para emergências, para uma viagem, para a faculdade do fi lho, para dar de entrada na casa própria, para a compra ou troca do carro ou para a aposentadoria complementar.
Para simplificar, sugere-se agrupar essas reservas em três: reservas para conquistas, reservas para a aposentadoria e reservas para emergências. Isso é útil especialmente quando as reservas para conquistas são organizadas de forma separada.
Reservas Financeiras:
Reserva para emergências ; Reserva para Aposentadoria ; Reserva para Conquista.
Algumas pessoas se questionam porque “Reservas Financeiras” são incluídas nos registros de receitas e despesas. De fato, em um controle inicial, quando se está começando a entender melhor o padrão de gastos da casa, essa categoria não irá influenciar tanto. Mas como veremos adiante, ela desempenha um papel fundamental no orçamento doméstico, e pode ser vista como o “pagamento que fazemos para nós mesmos”.
Categorias de Despesas Gerais
Representam as saídas de caixa realizadas durante o período para o pagamento das contas residenciais e manutenção do estilo de vida da família, como moradia, alimentação, saúde, educação, despesas pessoais, transporte, telefonia e internet, e lazer.
Despesas Gerais – Modelo simplificado:
Moradia Alimentação ; Saúde; Educação; Despesas Pessoais; Transporte; Celular/TV/Internet Lazer
Percebam que na tabela acima não foram incluídas subcategorias. Por isso chamamos de modelo simplificado. E pode ficar assim. Por exemplo, a categoria “Moradia”, nesse caso, poderia receber as despesas com aluguel ou prestação da casa própria, condomínio, IPTU, e também as contas residenciais com água, luz e gás. Mas vejam que esse modelo limita a capacidade de análise, porque ao verificar os valores gastos em uma categoria, não se consegue visualizar exatamente em que.
Assim, pode ser interessante definir categorias de registro um pouco mais detalhadas, criando novas categorias ou dividindo em subcategorias. Poderia ser criada, por exemplo, uma categoria separada para as contas residenciais, ou incluí-las em subcategorias dentro de “Moradia”.
Essa decisão vai depender um pouco do perfil de cada um e da relevância de cada conta na vida da família. Se as despesas com energia elétrica forem relevantes, pode ser uma boa ideia manter uma categoria separada para “contas residenciais”. E essa análise deve ser feita categoria por categoria.
Não há uma regra. A categoria de despesa “alimentação”, por exemplo, poderia ser separada nas subcategorias “compras de mercado” e “almoço semanal”, se a família achar importante controlar esses gastos separadamente, caso alguém da família almoce na rua. O importante é definir as que forem mais adequadas para o momento de vida, estilo e necessidades de cada um.
É importante manter o controle simples, para que não se crie uma barreira ao hábito de registrar as receitas e despesas, mas ao mesmo tempo completo, para que o controle seja abrangente, e leve em consideração todas as despesas que a família tem.
Crie e organize as suas categorias de acordo com as suas necessidades. Não se esqueça de nenhuma despesa. Mas lembre-se, o ideal é manter o processo o mais simples possível.
Ainda sobre a categoria de despesas gerais, algumas pessoas gostam de separá-las em “itens essenciais” e “itens não essenciais”. Isso é uma maneira de categorizá-las de forma a melhor enxergar alternativas de cortes em uma eventual necessidade.
No entanto, não há um consenso a esse respeito, pois alguns especialistas acreditam que, em alguns casos, cortar despesas em itens essenciais é menos doloroso do que cortar em itens não essenciais. De fato, a maioria das pessoas deve preferir gastar menos com compras de mercado do que ter que cortar com lazer, muito embora mercado seja considerado um item essencial, enquanto lazer não.
Para fins de análise, é importante entender que há um grupo de despesas em que não se consegue, de um mês para o outro, fazer cortes significativos, como é o caso dos aluguéis e escolas. Há outras, por outro lado, que podem sofrer alguma redução, mas não podem simplesmente ser extintas, como as contas residenciais, os gastos com saúde, e as compras de mercado. E há aquelas que, em uma eventual emergência, podem ser eliminadas por completo, como os gastos com lazer, bares e restaurantes, apenas para citar alguns exemplos.
Por essa razão, pode ser interessante classificar cada categoria de despesas gerais em despesas fixas, despesas fixo-variáveis, e despesas variáveis.
Não é indicado o uso de termos genéricos, como “outras despesas” e “diversos”, a menos que se trate de um valor pequeno e esporádico. Algumas despesas pequenas do dia a dia podem parecer insignificantes, mas muitas vezes a soma mensal ou anual delas pode se mostrar relevante.
Categorias de empréstimos e financiamentos
Representam os compromissos financeiros assumidos pela família, como o financiamento da casa própria, do carro, empréstimos bancários etc.
Esses itens devem ser incluídos no fluxo de caixa de todas as famílias que apresentam dívidas, qualquer que seja a origem e a forma.
Ao definir essa categoria, lembre-se de todas as suas dívidas, incluindo as que são pagas com carnês e boleto bancário, e as que foram pagas com cheques pré-datados.
Algumas pessoas gostam de incluir empréstimos e financiamentos em categorias de despesas gerais. Por exemplo, a prestação da casa própria é lançada em “Moradia”, e a do carro em “Transporte”. O aconselhável é que isso seja feito apenas se utilizado o modelo mais completo de categorias, para que se tenha a real noção de todas as dívidas. Se utilizado o modelo simples, o ideal é organizar os empréstimos e financiamentos de forma separada e mantê-los em uma categoria de registro própria.
Fonte: INVESTIDOR.GOV
Muito bom, vou seguir esses conselhos.
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