OS SEGREDOS DE UM INVESTIDOR DE SUCESSO

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OS SEGREDOS DE UM INVESTIDOR DE SUCESSO

Ninguém tende a visualizar a si mesmo numa situação futura desfavorável. Somos propensos a pensar que tudo vai dar certo, que teremos o suficiente para o sustento e para uma vida digna e confortável e que as coisas vão se resolver favoravelmente, de alguma forma. Entretanto, esse “viés de otimismo” pode ser extremamente perigoso do ponto de vista financeiro, como explica o Superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), José Alexandre Vasco: “A pessoa com excesso de otimismo sobre o futuro, com muita confiança em sua capacidade de decisão e ação, costuma subestimar a possibilidade de eventos negativos e superestimar sua própria capacidade de lidar com o futuro. Consequentemente, pode não se preparar adequadamente, priorizando, por exemplo, objetivos de curto prazo em detrimento da necessária formação de poupança de longo prazo, o que pode ocasionar uma situação de vulnerabilidade para si e para aqueles que dela dependem”.


Contudo, é possível viver em acordo com o próprio orçamento, guardando uma parte dos ganhos para constituir a reserva financeira e investir. A primeira coisa a fazer é fazer é definir planos e objetivos para o dinheiro, pois esta é a principal motivação para poupar. O ideal é juntar uma quantia para lidar com imprevistos, para a aposentadoria e, também para a realização de sonhos.


O passo seguinte é contabilizar receitas e despesas: quanto a pessoa ganha e quanto gasta por mês? Quais são as prioridades de consumo? Quanto é possível guardar todo mês para alcançar a meta estipulada? Uma boa estratégia é guardar parte do dinheiro assim que o salário ou os ganhos forem recebidos, de preferência, aplicando em investimentos que não permitam o resgate imediato e programando depósitos automáticos. Assim o investidor assegura a realização da meta e diminui o risco de compras feitas por impulso. 


É preciso entender até que ponto vai a disposição do futuro investidor para correr riscos, sendo que há três perfis básicos: o arrojado, que aceita níveis maiores de risco para obter ganhos proporcionais; o moderado, que tolera algum nível de incerteza, mas também prioriza a segurança; e o conservador, que detesta correr riscos e sabe que seus investimentos tenderão a render menos, porém, com maior margem de segurança. 


Para os que querem sair do convencional e tentar um rendimento maior sem correr grandes riscos, o mandamento básico seguinte é diversificar as opções de investimento, como explica José Alexandre Vasco: “É importante estar sempre bem informado, atualizar-se sobre as taxas e tarifas de cada opção, para poder agir e mudar o rumo do investimento se for necessário e, ao mesmo tempo, reavaliar periodicamente as premissas que orientaram as escolhas econômicas e financeiras, para garantir que elas continuam válidas”. 


O investidor também deve saber que tanto a reserva financeira quanto o investimento demandam tempo e regularidade. É preciso aprender a esperar e entender que se trata de algo construído ao longo de anos. Ninguém se torna um bom investidor e colhe frutos da noite para o dia.


O hábito de guardar dinheiro, ainda que seja pouco por mês, é importante porque afasta o mau hábito de terminar no vermelho. Mesmo para os consumidores que costumam chegar ao final do mês no zero a zero, cabe uma reavaliação do orçamento através da confrontação, na ponta do lápis, dos ganhos e dos gastos. Mas só contabilização não basta: é preciso rever hábitos como o uso do cartão de crédito e do cheque especial para complementar a renda, e exercer o autocontrole, evitando as compras por impulso.  


Fonte: Investidor 

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