
Como esses esquemas atuam no Brasil?
O Forex é um mercado eletrônico, “virtual”, de modo que as transações são realizadas diretamente entre as partes por telefone, sistemas eletrônicos e internet. Tal mercado, portanto, não possui uma estrutura física em nenhuma parte do mundo – e essa “informalidade” representa riscos para os investidores.
Como se trata de um mercado internacional, as pessoas e instituições que vêm oferecendo aplicações ilegalmente de Forex no Brasil têm atuado como uma espécie de agente local de corretoras estrangeiras, captando clientes e recursos para viabilizar aplicações no exterior. ISSO É ILEGAL!
Muitas vezes, são pessoas que nada entendem desse mercado, fazendo apenas a captação de investidores locais com disposição para aplicar dinheiro, atraindo-os com a promessa de uma rentabilidade maior, de “lucro fácil”, de “ganho certo”.
Nessa atividade de propaganda, utilizam todos os meios disponíveis, mas priorizam a divulgação pela internet, com páginas especializadas, fóruns de discussão, chats, e-mails de marketing, entre outros.
Apesar de ser um mercado internacional, as corretoras que oferecem investimentos no Forex são registradas nos órgãos governamentais dos países em que atuam, como nos EUA e no Reino Unido. No Brasil, até maio de 2018, não há corretoras registradas na CVM autorizadas a participar de oferta de Forex.
Quadro com situação típica :
Atraído por anúncios encontrados na Internet, o investidor visita o site onde é feita a oferta. O site é em geral bem desenhado e parece legítimo. Muitas vezes, o investidor é convidado a conversar – via chat ou telefone - com um operador. Esses operadores seguem um roteiro de atuação para que soem amigáveis e profissionais, mas são altamente treinados em táticas de venda sob pressão.
É comum que o operador do esquema ofereça um bônus para incentivar a abertura da conta, mas depois solicite – com promessas de retornos altos e rápidos - que o investidor faça depósitos, via cartão de crédito ou transferência financeira. Muitas vezes, o esquema envolve também fazer com que o investidor obtenha, de forma artificial, sucesso nas primeiras negociações, para conquistar sua confiança.
Quando o investidor decide sacar os ganhos ou encerrar a conta, os operadores passam a ignorar as suas ligações ou e-mails. Em muitos casos, eles inclusive usam os dados pessoais do investidor (números de cartão de crédito, por exemplo) para fazer novos investimentos sem o seu consentimento. Após um tempo, o esquema e seus operadores simplesmente desaparecem.
Fonte: Investidor
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