
O fluxo de caixa
Uma vez definidas as categorias de registro, o próximo passo é começar a anotar em cada uma delas as receitas e despesas de um período. Quando se tem o registro completo de todas as categorias de receitas e despesas, para qualquer período, de forma organizada, contendo os valores e o resultado final, temos o que se chama de fluxo de receitas e despesas, ou mais formalmente o fluxo de caixa da família.
O fluxo de caixa é, portanto, um demonstrativo das entradas e saídas de caixa (dinheiro) de uma família, e do resultado final (superavitário, neutro ou deficitário), apresentado de forma organizada, em um determinado período.
Conceito: Fluxo de caixa é o demonstrativo, organizado, sistemático e periódico, das entradas (receitas) e saídas (despesas, financiamentos, investimentos) de caixa (dinheiro) de uma unidade familiar, em um dado período de tempo.
É importante distinguir dois tipos fundamentais de fluxo de caixa: o inicial e o de acompanhamento.
O inicial, como o nome sugere, é o fluxo de caixa registrado na primeira vez que se faz o controle. Esse fluxo de caixa é importante porque é o que oferece a noção inicial de como o dinheiro da família está sendo utilizado, e que servirá de base para a elaboração do orçamento doméstico e do fluxo de caixa de acompanhamento.
O fluxo de caixa de acompanhamento, por outro lado, é feito periodicamente, como forma de acompanhar o planejamento financeiro constante no orçamento doméstico.
É aconselhável destacar, adicionalmente, para cada despesa e receita, a sua periodicidade de ocorrência, e forma de pagamento, quando o caso. Essa informação adicional é importante, especialmente na primeira realização de um fluxo de caixa, porque há gastos e/ou receitas que são periódicos.
Por exemplo, em um determinado mês, uma pessoa pode ter anotado o pagamento de uma parcela do seguro do seu carro. Ao utilizar essa informação para elaborar o seu orçamento, ela precisa saber a periodicidade do pagamento. Se for mensal, significa que esse item e valor devem ser incluídos no orçamento de todos os meses, de janeiro a dezembro. Mas se for anual, como normalmente é o caso dos seguros, é preciso saber se normalmente é pago em parcela única, e em qual mês, ou se é parcelado e em quais meses, para que o item seja incluído no orçamento apenas dos meses em referência. O mesmo pode ocorrer para outras categorias, como 13º salário, férias, rendas extraordinárias, impostos, uma viagem, ou ainda despesas esporádicas, como presentes de Natal etc.
O contrário também pode acontecer. É possível que uma despesa não tenha sido paga, e nem anotada, no mês em que se fez o registro do fluxo de caixa inicial, mas que ela ocorra em algum período do ano. Por isso, é indicado primeiro definir todas as categorias de receitas e despesas, refletindo e se esforçando para não esquecer nenhuma, e então começar as anotações. Assim, mesmo que uma categoria fique sem registro de valor no fluxo inicial, ela será lembrada na elaboração do orçamento doméstico.
É importante que o registro das receitas e despesas seja realizado pelo menos uma vez ao dia, e que o fluxo de caixa seja consolidado no máximo em períodos mensais, seguindo a periodicidade da principal receita da família.
Faça o seu fluxo de caixa inicial. Calcule o resultado (receitas – despesas), avalie a sua situação e pense se esse padrão está ajudando ou prejudicando o bem-estar financeiro da sua família.
Fonte: INVESTIDOR.GOV
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