Controle Financeiro: Comportamento de Consumo

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Comportamento de Consumo

O primeiro é o hábito de registrar periodicamente todas as despesas e receitas. O segundo consiste em fazer e acompanhar o orçamento doméstico, ou seja, planejar como utilizar a renda, sem deixar de considerar as reservas financeiras. Vimos que esse processo pode ser desafiador e que, para conseguir atingir os objetivos e metas estabelecidos no orçamento, é preciso fazer escolhas, economias e tomar decisões difíceis.


E é nesse processo de escolhas e decisões que entra o terceiro e último hábito: assumir uma postura de consumo mais consciente. De nada adianta ter um orçamento bem planejado, acompanhar as receitas e despesas, se na prática o comportamento levar em direção oposta ao planejado. 

Em muitos casos agimos sem pensar, somos guiados pelas emoções, e não damos a devida atenção ao processo de escolha e decisões de compra que tomamos no dia a dia. Em parte, essa postura reflete aspectos psicológicos inerentes ao ser humano. Para piorar, a publicidade constantemente trabalha para incentivar cada vez mais o consumo. O problema é que esse padrão de comportamento é nocivo para a vida financeira e, consequentemente, prejudica o bem-estar. Por isso, é fundamental adquirir hábitos de consumo mais consciente. 


O interessante é que consumir de maneira mais consciente não significa viver uma vida de privações. Pelo contrário, significa tentar fazer mais com o mesmo. E como?

Para isso é preciso entender um pouco mais sobre como a psicologia influencia as nossas decisões, compreender as armadilhas que daí surgem, o papel da publicidade, para então pensar em como adquirir uma postura de comportamento mais racional. Além disso, quando se fala em comportamento, nunca é demais lembrar de algumas dicas de economia.

Consumo e planejamento

Como tem sido o seu comportamento de consumo? Você já comprou algo e se arrependeu depois? Iniciamos esse módulo com essa discussão, para refletirmos sobre o que influencia nossas decisões de consumo e como uma postura de consumo mais planejada pode nos ajudar a cumprir o que foi desenhado no orçamento e, portanto, nos ajudar na conquista de nossos objetivos de curto, médio e longo prazo. 

O nosso hábito de consumo, quando não planejado, pode nos levar a tomar decisões ruins. Quando não sabemos onde estamos gastando o dinheiro (não anotamos receitas e despesas) e não fazemos planos (orçamento) é difícil perceber o conjunto de decisões que tomamos e que podem nos prejudicar em longo prazo. Por exemplo, você pode querer viajar no final do ano e perceber que não tem dinheiro, pois custaria R$450,00. Se tivesse anotado seus gastos, você teria a chance de perceber que aquele chocolate que comeu todos os dias por três meses custou o mesmo valor. Se o chocolate custava R$5,00, quanto você gastou com ele durante três meses? A resposta é aproximadamente R$450,00. Exatamente o que você precisava para custear o combustível, alimentação e hospedagem da viagem que gostaria fazer! Dessa forma, para o futuro poderia tomar a decisão de “trocar” o chocolate pela viagem.

No exemplo, fica fácil entender que a falta de planejamento prejudica as possibilidades futuras. A questão não é julgar comparativamente os gostos entre o chocolate e uma viagem, mas observar como certas decisões podem limitar as opções futuras. No exemplo, o chocolate teve o mesmo custo da viagem e, como os recursos financeiros são limitados, é preciso escolher por um ou outro. Qual seria sua decisão?

No cotidiano, as decisões são muito mais complexas e nem sempre é fácil substituir uma decisão por outra, ou visualizar como o dinheiro gasto em um determinado bem ou serviço poderia ter outro destino mais desejável. É por isso que as despesas devem ser registradas: para que se possa fazer uma avaliação das decisões passadas de consumo. Já o orçamento serve para as decisões de consumo futuro, aquilo que se planeja consumir.

Porém, nem sempre é possível fazer aquilo que está planejado. O objetivo principal desse módulo é ensinar o que leva a tomada de decisões de consumo de modo intuitivo, não planejado, que podem prejudicar o bem-estar financeiro.  

Fonte: INVESTIDOR.GOV    

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