70% NÃO TÊM COMO HÁBITO BUSCAR ORIENTAÇÕES PARA INVESTIR. FACILIDADE DE RESGATE E DE COMPREENSÃO TÊM PESO NA DECISÃO

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70% NÃO TÊM COMO HÁBITO BUSCAR ORIENTAÇÕES PARA INVESTIR. FACILIDADE DE RESGATE E DE COMPREENSÃO TÊM PESO NA DECISÃO

Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), Letras de Crédito Agrícola (LCAs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Debêntures, Tesouro Direto, Ações, Títulos de capitalização, Derivativos, renda fixa ou variável... Existem opções de investimento para todos os perfis de renda e níveis de tolerância ao risco, mas não há como negar que se trata de um universo complexo e especializado, em que a qualidade da informação conta muito: para saber que modalidade é mais adequada aos objetivos do investidor, é preciso estar disposto a aprender um pouco sobre o assunto e saber onde buscar orientação apropriada.


Apesar disso, entre os brasileiros que investem suas reservas, 69,9% não têm como hábito buscar orientações que ajudem a tomar decisões sobre como investir. Apenas 30,0% têm o hábito de sempre buscar orientação sobre como e onde guardar o dinheiro (aumentando para 42,9% entre os mais velhos). 


Tendo em vista aqueles que não buscam orientação para decisões de como e onde investir, 69,6% escolhem as modalidades mais conhecidas de reserva financeira, enquanto 18,7% decidem sozinhos, com base na sua experiência e conhecimento e 9,6% delegam para terceiros (aumentando para 22,2% na Classe A/B).


Por medo ou receio de agirem contra o que faz a maioria, muitos investidores escolhem a caderneta de poupança. Além disto, também pode atuar sobre estas pessoas o chamado “viés do status quo” que pode provocar inércia e passividade, de maneira que muitos se prendem a escolhas tradicionais e pouco eficazes, ao invés de se informarem e buscarem melhores soluções de investimento. 


Em contrapartida, dentre os que procuram orientação para decisões de como e onde investir, 53,4% costumam informar-se junto ao gerente de banco (aumentando para 74,1% entre os mais velhos e 70,7% na Classe A/B), 44,6% buscam na internet (aumentando para 63,1% entre os mais jovens) e 38% buscam ajuda de amigos e familiares (aumentando para 50,6% entre os mais jovens e 45,5% na Classe C/D/E). 


Entre os que buscam informações em canais online, os mais procurados são os sites especializados em educação financeira (50,7%), os sites de bancos (50,4%), os Youtubers e influenciadores digitais (44,2%) e os sites de consultorias de investimentos (29,0%).

De todo modo, independente do meio utilizado para informar-se, quais seriam as características mais levadas em conta pelos investidores brasileiros na hora de escolher a modalidade certa? A esse respeito, a pesquisa indica que os fatores principais são a facilidade de resgatar os valores (54,6%), o fato de ser um investimento seguro, de baixo risco (52,5%), ser fácil de entender como funciona (51,2%) e fácil de aplicar, sem muita burocracia (50,5%).

Levando em conta o período em que começaram a investir, observa-se que este ainda é um hábito recente para a maior parte: 14,6% investem há menos de 6 meses (aumentando para 18,8% na Classe C/D/E), 16,7% de 6 meses a 1 ano (aumentando para 20,7% na Classe C/D/E) e 13,7% de 1 a 2 anos (aumentando para 17,9% entre os homens), enquanto 26,6% investem há mais de 5 anos (chegando a 50,3% entre os mais velhos e 43,9% na Classe A/B).  
Fonte: Investidor

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